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ACOMPANHAMENTO
PSICOLÓGICO NO PROCESSO CIRURGICO
Quando
recebemos a notícia de que o nosso
filho ou nós mesmos deverá
fazer uma cirurgia somo tomados por sentimentos
de medo, insegurança e vulnerabilidade.
Inúmeras questões surgem
em relação a isto como:
Vão tocar no meu corpo ou, no corpo
do nosso filho, será que precisa?
E se acontecer alguma coisa? Será
que podemos esperar um pouco mais? Preciso
de um tempo para me organizar...
Quando o médico conclui que uma
cirurgia deve ser feita é porque
ele esgotou outras possibilidades de tratamento.
A opção de uma operação
surge porque a criança ou o adulto
vive com alguns sintomas que o deixam
mal e a operação é
uma alternativa para que estes sintomas
melhorem. O objetivo é a cura dos
distúrbios apresentados que, se
não forem tratados, podem se agravar
no futuro.
Uma operação é sempre
algo penoso para a família, principalmente
para aquele que será submetido
a esta. Nestes casos, sabemos que o que
tem um peso grande quando tem que se decidir
por uma cirurgia é o lado emocional.
O médico demonstra a importância
desta, porém, outras questões
se fazem presentes, podendo impedir o
bom andamento do processo cirúrgico.
Foi pensando nestas questões que
optamos por implantar o trabalho de acompanhamento
psicológico no processo cirúrgico
aqui na Inter Otos .
Objetivos
·
abrir um espaço para o paciente
e sua família onde poderão
falar das suas angústias, fantasias
e medos em relação a cirurgia.
· orientar os pais par que possam
abordar da melhor maneira possível
o assunto da cirurgia com o filho.
· preparar a ida da criança
ao hospital, através de um trabalho
lúdico.
Como
Trabalhamos
Quando
o médico concluir que o caso é
cirúrgico o paciente poderá
ser encaminhado, caso deseje, para a psicóloga
da equipe. Esta fará uma entrevista
inicial com os pais, no caso do paciente
ser uma criança, ou com o próprio
paciente para saber como se encontram
neste momento e avaliar se há a
necessidade de um acompanhamento.
O trabalho psicológico consiste
em acompanhar a família nos momentos
que antecedem a cirurgia, através
de três encontros, acompanhá-los
durante a cirurgia e também no
pós cirúrgico, através
de dois encontros, somado um total de
seis atendimentos.
Mônica
L. F. Valente
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